Sergio Perez atribuiu a um contato agressivo com o asfalto a batida que comprometeu sua participação na classificação Sprint do GP de Singapura de Fórmula 1. O mexicano perdeu o controle do carro da Cadillac na curva 4 do circuito de rua de Marina Bay, atingiu o muro e fechou a sessão apenas em 20º lugar, resultado que praticamente definiu sua largada na traseira do grid para a corrida Sprint.
Acidente provoca bandeira vermelha
O toque de Perez não ficou restrito ao seu próprio carro. Os detritos espalhados pela pista após a batida levaram à interrupção da sessão com bandeira vermelha, afetando o cronograma e as tentativas de volta rápida de outros pilotos no momento crucial da classificação. Depois de retornar aos boxes para o reparo da asa dianteira danificada, o mexicano conseguiu ainda cravar uma volta de 1min36s760, tempo que o deixou à frente apenas de Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe na Cadillac, e de Carlos Sainz, da Williams.
A versão do piloto sobre o momento da batida
Perez foi direto ao explicar o que sentiu no instante em que perdeu o controle. Segundo o mexicano, o carro perdeu altura de forma brusca justamente no meio da curva 4, um ponto do traçado em que qualquer deslize tende a ter consequências imediatas em um circuito de rua cercado por muros.
“Eu estava no meio da curva 4. Obviamente, cada volta conta muito na classificação Sprint em um circuito de rua. Forcei bastante e, no meio da curva, o carro tocou o asfalto de forma muito agressiva, e não consegui controlá-lo”, afirmou o piloto. Ele reconheceu que a busca por uma volta competitiva, essencial em uma sessão de tempo único como a Sprint, o levou a extrapolar os limites do carro naquele trecho específico do traçado.
Reparos, posição de largada e expectativas para a Sprint
Perez relatou que tentou corrigir a trajetória para evitar sair da pista, mas não teve êxito e acabou batendo na barreira, o que exigiu a parada nos boxes para reparos antes de retomar a sessão. O piloto classificou o resultado geral como nada ideal, mas ponderou que o ritmo da Cadillac não estava tão distante do necessário para ser competitivo em Marina Bay - avaliação reforçada pela volta que conseguiu registrar já com o carro reparado.
Apesar da largada desfavorável na corrida Sprint, Perez destacou como ponto positivo a capacidade de completar uma volta competitiva após o incidente. Agora, o foco da equipe passa a ser entender melhor o comportamento do carro no restante do fim de semana e buscar ajustes que permitam recuperar posições tanto na Sprint quanto na classificação para o Grande Prêmio. “Não estamos tão longe de onde deveríamos estar. Ainda conseguimos fazer uma boa volta depois”, concluiu o mexicano, em tom de cautela, mas sem descartar uma reação da Cadillac nas sessões seguintes em Singapura.