A Fórmula 1 viveu mais um capítulo movimentado de sua temporada 2026 no traçado urbano de Marina Bay, e o resultado reforçou um cenário que já vinha se desenhando nas últimas rodadas: Kimi Antonelli assumiu uma vantagem expressiva na ponta do Mundial de Pilotos. Com 340 pontos, o piloto da Mercedes abre uma distância considerável para o companheiro de equipe George Russell, segundo colocado com 238, evidenciando a força do time alemão neste momento do campeonato.
Mercedes dita o ritmo entre os pilotos
A diferença de 102 pontos entre Antonelli e Russell chama atenção não apenas pelo tamanho, mas pelo que representa: a Mercedes não tem apenas o piloto mais rápido da grid em 2026, tem também uma dupla capaz de ocupar as duas primeiras posições do campeonato simultaneamente. Lewis Hamilton, agora na terceira colocação com 229 pontos, segue mostrando que a experiência continua sendo um trunfo relevante, ainda que a distância para o topo já exija uma reação consistente nas próximas etapas caso queira brigar pelo título.
Logo atrás, a briga está equilibrada. Max Verstappen aparece em quarto com 221 pontos, seguido de perto por Charles Leclerc, da Ferrari, com 215, e por Lando Norris, da McLaren, com 201. A proximidade entre essas três posições indica que, embora a liderança pareça encaminhada para a Mercedes, o restante do pelotão de ponta ainda disputa posições palmo a palmo.
McLaren e Oscar Piastri fora do grupo de frente
Chama atenção a posição de Oscar Piastri, sétimo colocado com 138 pontos - uma queda de rendimento notável se comparado à temporada anterior do australiano, e um indicativo de que a McLaren tem dependido mais do desempenho de Norris para sustentar sua competitividade entre os construtores. Mais abaixo na tabela, Isack Hadjar surge como uma das revelações do campeonato, somando 97 pontos e superando companheiros mais experientes como Liam Lawson, Pierre Gasly e Franco Colapinto.
Construtores: domínio alemão e Ferrari como perseguidora
No Mundial de Construtores, a Mercedes lidera com folga, somando 578 pontos - reflexo direto da regularidade de Antonelli e Russell ao longo da temporada. A Ferrari aparece em segundo, com 444 pontos, mantendo-se como a principal força de perseguição, enquanto McLaren (339) e Red Bull Racing (332) travam uma disputa direta pela terceira posição, separadas por apenas sete pontos.
- Mercedes: 578 pontos
- Ferrari: 444 pontos
- McLaren: 339 pontos
- Red Bull Racing: 332 pontos
- Racing Bulls: 100 pontos
Entre as equipes de meio de pelotão, a Racing Bulls se destaca com 100 pontos, impulsionada em boa parte pela boa fase de Hadjar, enquanto Alpine, Haas e Audi seguem travando uma disputa mais discreta, mas relevante para suas respectivas estruturas financeiras na temporada. Já na outra ponta da tabela, equipes como Williams, Aston Martin e, principalmente, a estreante Cadillac - ainda sem pontuar - mostram o tamanho do desafio de se estabelecer competitivamente em um grid cada vez mais acirrado.
O que esperar daqui para frente
Com a temporada ainda em curso, a vantagem de Antonelli é expressiva, mas está longe de ser definitiva - o calendário da Fórmula 1 reserva pontuação suficiente para reviravoltas, especialmente em um campeonato que tem mostrado volatilidade entre a quarta e a sexta posição. Para Hamilton, Verstappen e Leclerc, o desafio passa a ser reduzir a distância para a dupla da Mercedes antes que a liderança se torne irreversível. Já entre os construtores, a disputa por "melhor do resto" atrás da Mercedes promete ser um dos pontos mais interessantes de acompanhar nas próximas etapas.